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Quem faz o Reggae do Maranhão?
Djs
Ao longo dessas cinco décadas, muitos djs fizeram a cabeça da Massa Regueira. Essa página é dedicada a homenagear alguns dos profissionais que se tornaram lendas.
Como alguém se torna DJ? Geralmente alguém da família ou do círculo social é envolvido com Reggae, daí a socialização nesse espaço contribuiu para a escolha dessa profissão.
Carne Seca

Considerado um dos primeiros a montar um radiola como conhecemos, José Ribamar Mauricio da Costa, no Sonzão do Carne Seca fez a cabeça da juventude desde 1951 sendo reconhecido como o rei da Lambada. Esse espaço dos ritmos caribenhos, foi importante no aparecimento do Reggae no estado. Em 1990, montou a maio radiola que São Luís tinha: a Trovão Azul.
Carne Seca orgulhoso da sua radiola.
Fonte: Instagram, 2025.
No documentário acima, Carne Seca já tocava reggae. Perceba as luzes e as caixas de som, arranjo tecnológico avançado para o período.
Riba Macedo
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À esquerda Riba Macedo ao lado do Dj Netinho Jamaica.
Reconhecido publicamente como o primeiro a tocar reggae no Maranhão. Sua radiola, a Som Guarany foi a primeira a ser transistorizada na ilha, isso em 1974-75.
Reconhecido desde anos 80 como o primeiro a discotecar reggae no Maranhão, Riba Macedo, teria colocado a primeira pedra para tocar no bairro da Areinha, periferia de São Luís no Sonzão do Carne Seca. Também poderia ter iniciado suas atividades com Nestábulo, outro radioleiro antigo capital maranhense, isso já no começo dos anos 1970. Ele afirmou ter conhecido o reggae entre 1969 e 1970, quando o paraense Carlos Santos trouxe discos de vinis para vender nas feiras do Nordeste.
Um dos disco citados por Riba Macedo que ele conheceu através de Carlos Santos, foi o "Front Line".
Serralheiro
Edmilson Tomé da Costa, o Serralheiro também é considerado um dos pioneiros do reggae no Maranhão nos anos de 1970. Sua radiola, a Voz Canarinho de Ouro fez história graças às suas 28 viagens à Londres e, 17 à Jamaica sem saber falar nada de inglês, nas quais comprou discos que faziam parte da sequência que discotecava.
No documentário acima vemos o amor de Serralheiro pelo reggae, algo típico dos regueiros maranhenses. O fato dele não dominar o inglês e, mesmo assim, viajar para comprar discos, demonstra o quanto a Experiência Reggae é feita de heróis e heroínas do cotidiano.
O Lobo
Antonio José, natural da cidade de Bequimão, interior do estado, fez da sua vida a mudança no modo pelo qual os djs se comportavam no palco. Ferreirinha reconheceu sua habilidade no Clube Espaço Aberto e, lhe deu a oportunidade de ser dj. Desde cedo demonstrou interesse pelo reggae e, foi com a Estrela do Som que se tornou "O Lobo", tornando-se uma estrela da Estrela. Sua morte precoce, foi muito sentida por todos e, até hoje são realizadas festas em sua homenagem.
O menino negro do interior, se tornou estrela, mudando o dj de técnico para o protagonista da festa através da performance, aspecto esse que caracteriza o trabalho desses profissionais até hoje.
Nega Glícia

Em um ambiente dominado por homens, foi nos anos 90 que Glicia Helena Silva Landim, ao luta contra o machismo no reggae (e no Maranhão), se tornou a pioneira dj feminina do estado. A partir da sua atuação, mudou o espaço da mulher: de dançarina à dj e, com isso abriu caminho para outras profissionais. Dona de uma voz marcante, a Sequência Negra construiu o seu espaço na cena reggae maranhense e nacional.
Nega Glícia feliz em um salão de reggae, afrontando o machismo e o racismo.
Fonte: Alma Preta Jornalismo, 2024.
Valorizando a estética afro, Nega Glícia representa a luta histórica das mulheres negras maranhenses na ocupação de espaços de poder.
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